O custo não está na produção!
O goiano Ralf (da dupla sertaneja Christian&Ralf) criou um novo modelo de produção de CD, o chamado SMD (Semi Metalic Disc). A iniciativa é muito boa, uma vez que produzindo SMD deixamos de pagar os royalties de patente da Philips e Sony na produção de CDs convencionais.
Mas isso é só um pedacinho da história toda. Um pedacinho de nada. De acordo com o próprio portal o custo de produção do SMD é em média 30% mais barata que a do CD. E é ponto mesmo. De acordo com D. Byrne, em artigo recente para a Wired, a produção mais empacotamente correspondem a cerca de 5% do preço do CD no varejo!!! Por matemática, mais que simples, produzir em SMD, reduz os custos em apenas 1,5%.
O problema não esta ai, mas na parte que fica no marketing, label e prateleiras! Somados vão pra mais de 50% do preço do CD.

Na nossa proposta, quem faz o marketing é quem ouve, o label é de que produz o conteúdo e as prateleiras não são físicas. É assim que conseguimos fazer uma música chegar ao seu público por R$ 0,50! tocaê neles!
Tags: cd, christian, distribuição, label, música digital, produção, ralf, smd




17 de setembro de 2008 às 16:27
É isso mesmo! Meu pai tem estúdio de gravação e já produziu vários discos
independentes. Lembro bem que o custo da mídia em si era baixo (dados de
1998, deve ter caído ainda mais). Era coisa de menos de 2 reais numa tiragem
de 2 mil cópias.
O custo da gravação em si também não era exorbitante, principalmente se
tratando de produções independentes.
Os 2 maiores componentes do custo de produção em si eram: direitos autorais
(muito caro) e material gráfico. Um encarte ultra-simples, apenas uma tira
de papel couchê dobrado, impresso em cores custava uns 8 reais. Avalie esses
encartes sofisticados, que usam papéis nobres, impressões complicadas,
brilhos, texturas, muitas fotos, muitos textos, etc?
Arte à parte (parêntese: tem encarte melhor que disco, ponto para a galera
do design), mídia eletrônica não tem espaço para encarte. Ou até tem, mas
não tem formato padronizado para isto ainda (ou tem, HTML), nem como
distribuir de forma simples atualmente.
Saindo da fábrica e caindo no mercado, vem o custo maior de todos:
divulgação. É muito jabá para botar uma música no rádio, infelizmente.
Iniciativas como o Tocaê são louváveis, pois dão ao artista mais espaço para
divulgar o seu trabalho e corta muito da cadeia de “parasitas” que vive às
custas da criatividade alheia (ok, eu sou meio bocão mesmo, mas infelizmente
é isso o que eu penso)